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As eleições autárquicas

Artigo de opinião

opiniao
As eleições autárquicas

Decorreram no passado dia 1 de Outubro mais umas eleições autárquicas nas

quais os portugueses tiveram oportunidade de eleger os seus representantes

para os diferentes órgãos autárquicos: Assembleia de Freguesia, Assembleia

Municipal e Câmara Municipal.


Muitas foram já as análises efectuadas aos resultados eleitorais, elaboradas

segundo diferentes critérios, ora focando o todo nacional, ora descendo ao

nível dos municípios e das freguesias.


A nível nacional ficou clara a vitória do Partido Socialista, uma já esperada

descida do PSD, uma ligeira subida do CDS e do Bloco de Esquerda e uma

acentuada derrota do Partido Comunista.


Ao nível local, que será provavelmente o que mais interessa aos vimaranenses,

poder-se- á dizer que o PS obtém uma vitória com reforço da votação; que a

Coligação Juntos por Guimarães não atingiu o seu objetivo principal que era

ganhar a Câmara Municipal, vendo contudo subir sua votação e reforçado o

seu grupo de vereação, que passou de quatro para cinco vereadores; que o

Bloco de Esquerda aumenta a sua votação e que a CDU perde, pela primeira

vez na democracia, o seu vereador.


Em termos de movimento de votos, e sem ir muito ao detalhe, poder-se- á dizer

que em relação às eleições de 2013 votaram mais 9100 eleitores aos quais se

juntaram 1400 vindos dos votos nulos e dos votos em branco, perfazendo

assim mais 10.500 novos votos distribuídos pelos concorrentes.


Destes 10.500 votos, 500 foram para o Bloco de Esquerda, 4500 foram para

Coligação Juntos por Guimarães e 5500 foram para o PS que somou ainda

2300 vindos da CDU aumentando assim o seu número de votos em 7800.


Foi este, em linhas gerais, o fluxo dos votos dos vimaranenses.

Explicações para estes resultados poderão ser várias. Começando pela CDU, a

força política mais penalizada a nível nacional ao ter caído de 552.690 votos

para 489.189, isto é, ter menos 63.500 e ter perdido 10 câmaras municipais,

poder-se- á dizer que foi o efeito do chamado “abraço de urso” decorrente da

participação na “geringonça” governamental.


A nível local, e reconhecendo a qualidade da participação e os importantes

contributos dados no anterior mandato pelo seu vereador Torcato Ribeiro, a

explicação para o desaire poderá ser encontrada não só na influência que

sofreu do todo nacional como, sobretudo, no chamado voto útil local,

despoletado em consequência da qualidade da candidatura, do projecto e da

campanha da CJpG que amedrontou, manifestamente, o eleitorado de

esquerda, concentrando o voto no PS.


O reforço da votação da Coligação Juntos por Guimarães, mais 5278 votos e a

passagem de 4 para 5 vereadores, explica-se pela qualidade do seu líder, dr.

André Coelho Lima, da sua equipa, dos seus projectos e da sua campanha que

superou de longe todas as até agora efectuadas.


A vitória do PS, beneficiando do voto útil antes referido e do bom momento que

o partido atravessa a nível nacional com a melhoria de alguns importantes

indicadores sociais e económicos, que têm conseguido mesmo narcotizar os

portugueses da debilidade em que se encontram, tem também explicação na

pessoa do seu líder, dr. Domingos Bragança, no seu relacionamento afectuoso

com os munícipes e na estratégia que pôs em prática ao longo dos últimos

quatro anos do seu mandato, sobretudo na forma como geriu o orçamento

municipal e no modo como concretizou o relacionamento com algumas

freguesias estratégicas do concelho.


A democracia, considerada geralmente pela grande maioria das pessoas como

o melhor dos regimes políticos, não é, todavia, um regime perfeito. Vai-se

burilando ao longo dos tempos e muito há ainda a fazer nesse sentido. Ao nível

local torna-se imperiosa a libertação da dependência orçamental das


freguesias da Câmara Municipal. É preciso reconhecer a força e a importância

do sufrágio eleitoral directo que elege os órgãos da freguesia, concedendo-lhe,

por isso mesmo, o mínimo de autonomia orçamental, pondo fim ao tempo da

esmola e da inadmissível “compra de autarcas”, como os dois últimos casos

bem conhecidos do nosso concelho os quais, prejudicando claramente o

funcionamento da democracia, deveriam constituir, para qualquer pessoa

minimamente bem formada, uma profunda vergonha.


E prejudicam o funcionamento da democracia porque, transmitindo a ideia de

que só as juntas da côr do partido da Câmara têm dinheiro para obras,

impossibilita, claramente, a concretização do aspecto fundamental do jogo

democrático que é a alternância do poder, com todos os aspectos negativos

daí decorrentes ao nível do compadrio, dos favores, dos empregos, etc.


Urge, pois, pôr fim a esta situação a bem do funcionamento da democracia que

todos deveríamos desejar.


Guimarães, 10 de Outubro de 2017

António Monteiro de Castro






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