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Despertar da esperança

Artigo de opinião

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Despertar da esperança

1. Terminado o ano pastoral diocesano dedicado à “fé contemplada”, outro se aproxima já, agora com novo lema, “despertar da esperança”, que tão sabiamente foi apresentado e desenvolvido por sua Excelência Reverendíssima D. Jorge Ortiga, arcebispo de Braga, na rica homília que proferiu na Eucaristia do passado domingo no encerramento da habitual peregrinação à Penha do arciprestado de Guimarães e Vizela.


Lembrou Sua Excelência Reverendíssima que ser uma Arquidiocese da Esperança permite-nos ter uma visão positiva sobre o mundo. Os acontecimentos negativos e de dor transformam-se em Graça retemperante quando Cristo é o sentido último do nosso existir.


Devíamos, pois, cada um de nós, usar uma linguagem de esperança que contagie, sobretudo aqueles que mais sofrem, ajudando-os a levantarem-se e a dar passos em direção a um horizonte mais fraterno, mais radiante e mais promissor.


Esta deve ser uma obrigação da verdadeira Igreja de Cristo, qual mãe atenta à caminhada de seus filhos, sobretudo os mais deserdados da sorte, que caminham no terreno pedregulhento que é este mundo.


Como recordava São Paulo na 1ª. leitura, ”nenhum de vós vive para si mesmo”. De facto, valemos sobretudo por aquilo que conseguimos fazer em prol dos outros. É este o princípio basilar da doutrina de Cristo fundada no amor e no perdão.


Neste ano, rico em efemérides para a Irmandade de Nossa Senhora do Carmo da Penha, celebram-se, simultaneamente, três importantes momentos relacionados com a vida desta nóvel instituição: 150  anos sobre realização das duas primeiras reuniões que serviram de base para instalação da Irmandade e aprovação dos seus estatutos; 90 anos sobre inauguração do monumento de homenagem Gago Coutinho e Sacadura Cabral assinalando a primeira travessia aérea do Atlântico e 70 anos sobre inauguração do Santuário da Penha.


2. O tema do “despertar da esperança” vem muito a propósito, nesta altura de eleições autárquicas, já que cabe, de modo especial às forças políticas e seus líderes, proporcionar aos cidadãos, nomeadamente aos mais desfavorecidos, um discurso contagiante e indutor de Esperança, estimulando a sua participação neste importante acto da vida cívica de um povo.


Não se poderá é fazer afirmações, tais como aquela que a comunicação social há dias veiculou de determinado candidato, que terá afirmado que “a abstenção é o maior inimigo do seu partido”. Isto é ignorar completamente em que consiste a democracia. É pensar apenas no voto como caminho para a sua chegada ao poder. É ignorar as virtualidades da participação e dos ganhos decorrentes da diversidade e do confronto salutar das diferentes propostas e ideias.


O que faz falta isso sim, é sensibilizar e fazer crer aos cidadãos que vale a pena ter esperança no futuro, futuro cuja construção cabe a todos e que, o que verdadeiramente interessa é votar, seja ele em que partido for. Felizmente o leque partidário tem-se alargado suficientemente para poder permitir a todos os cidadãos encontrar programas e projectos onde se possam rever e sentir bem representados.


Guimarães está à porta de agarrar o futuro. Oxalá que não desperdice esta oportunidade que chega dentro de 19 dias e tenha que esperar mais quatro anos vendo os vizinhos ultrapassarem-nos em vários indicadores sociais e económicos.


Tudo está ainda em aberto. O voto dos vimaranenses não é propriedade deste ou daquele partido, deste ou daquele candidato. Cabe aos vimaranenses decidirem que projecto querem para a sua terra.


Oxalá que o discernimento os acompanhe na decisão que há-de, manifestamente, determinar as nossas vidas e que todos nós, humildemente, respeitaremos.


Guimarães, 12 de Setembro de 2017

António Monteiro de Castro




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