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O mês de Junho

Artigo de opinião

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O mês de Junho



Terminou na passada sexta-feira o mês de Junho, o mês do solstício de verão, o mês por excelência das festas populares.

 

Em primeiro lugar e logo no dia 13 foi festejado, um pouco por todas as terras, o nosso Santo António, de modo particular aqui na vizinha cidade de Famalicão de quem é padroeiro e festejado também, com grande dimensão, na cidade de Lisboa de onde é natural e padroeiro.

 

Mais tarde, no dia 24, comemorou-se o São João, o Baptista e não o evangelista, “o maior de entre os nascidos de mulher”, segundo as palavras de Jesus, evocando o seu nascimento que ocorreu seis meses antes do nascimento de Jesus. Sendo praticamente comemorado em todas as terras do país, é-o, de modo especial, nas cidades de Braga e Porto.

 

Em Guimarães, os vimaranenses, sem deixar de comemorar também o santo popular puseram, como de costume, o acento tónico na celebração da Batalha de São Mamede, que assinala o dia em que um conjunto de figuras da nobreza de entre as quais se destacaram os irmãos Mendes da Maia e figuras do clero, como o arcebispo de Braga de então, D. Paio Mendes, resolveram pôr fim à influência exercida pelos nobres galegos sobre a Rainha Dona Teresa, criando assim Portugal, o estado com fronteiras fixas mais antigo da Europa.

 

Já no final do mês, no dia 29 Junho, celebrou-se a festa de São Pedro com uma vivência muito especial na nossa linda vila termal das Taipas, “a terra onde a Lua fala”, como dizia Ferreira de Castro, festa onde desde sempre acorrem em peso as populações das freguesias vizinhas. Também na Póvoa de Varzim, cidade de veraneio de muitos vimaranenses se celebra, com muito entusiasmo e participação, o S. Pedro de quem o santo é padroeiro.

 

Na verdade, no dia 29 de Junho, a Igreja celebra São Pedro e S. Paulo, os dois grandes alicerces da Igreja de Jesus. Pedro é aquele a quem Jesus, depois dele ouvir: “Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo”, lhe afirmou: “Bem-aventurado és tu Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue que to revelaram, mas o meu Pai que está no Céu. Também eu te digo: tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha igreja e as portas do abismo não prevalecerão contra ela. Dar-te-ei as chaves do Reino do Céu; tudo o que ligares na terra ficará ligado no Céu e tudo o que desligares na terra será desligado no Céu”.

Paulo, judeu culto, formado na escola de Gemaliel, foi o apóstolo dos gentios, o grande anunciador do evangelho de Jesus que correu, várias vezes, os quatro cantos do mundo conhecidos naquele tempo.

 

Falando ainda de festas populares, das quais é rica a nossa terra, tivemos no passado fim-de-semana mais uma vez a celebração da Romaria Grande de S. Torcato, o santo que dá o nome à vila mais popular do nosso concelho.

 

De facto, sendo certo que os usos, os costumes e as tradições vão marcando presença na generalidade das nossas comunidades, S. Torcato é rainha nesta matéria. Foi, aliás, bem pertinente, o repto lançado pelo seu presidente da Junta, Dr. Bruno Fernandes, ao presidente da Câmara, aquando da reunião descentralizada lá ocorrida há três anos, sobre a possibilidade de candidatar S. Torcato a Capital da Cultura Popular.

 

Ainda neste fim de semana, acompanhando o doutor André Coelho Lima nas habituais visitas que vem fazendo ao longo destes quatro anos de mandato autárquico às freguesias do concelho, e que neste sábado ocorreu a esta vila, foi interessante e enriquecedor conhecer as inúmeras instituições sociais e culturais de S. Torcato. Bem se pode dizer que esta é uma terra fértil não só em termos agrícolas como sobretudo nos campos social, económico e religioso e que tem sabido, como ninguém, preservar as suas tradições.

 

De facto, desde um clube de futebol como o Torcatense, o terceiro maior de Guimarães a seguir ao Vitória e ao Moreirense a jogar nas divisões nacionais; dois ranchos folclóricos com fama nacional e internacional como o Rancho da Corredoura e o Rancho de S. Torcato; associações como a ADCL- Associação para o Desenvolvimento das Comunidades Locais que ainda esta quinta-feira promove a prestigiada Feira da Terra; o Agrupamento dos Escuteiros, um dos mais antigos e dinâmicos da país, ou ainda o CRCA- Centro Recreativo, Cultural e Artístico, tudo são instituições com grande dinâmica e trabalho constante no terreno ao longo já de muitos anos.

 

Guimarães, terra com vilas e aldeias com esta riqueza, que asseguram a conservação dos seus caracteres identitários, dignifica os pergaminhos da sua história e assegura o futuro dos seus cidadãos.

 

Guimarães, 3 de Julho de 2017

António Monteiro de Castro

 





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