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Parques de estacionamento e via de acesso ao Avepark

Artigo de opinião

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Parques de estacionamento e via de acesso ao Avepark

1.Foi notícia, há algumas semanas, a declaração do senhor Presidente da Câmara da realização de um estudo de aparcamento automóvel no centro da cidade e de um programa de restituição dos espaços públicos aos peões.

A esse propósito, tive ocasião de fazer uma intervenção na última reunião de Câmara chamando a atenção para o facto de se tratar de um tema que me tem sido caro ao longo dos quase trinta anos de intervenção cívica, e sido iniciado aquando da construção do parque de estacionamento da Alameda Alfredo Pimenta, no seguimento de um artigo que escrevi para o jornal “Notícias de Guimarães” e que desenvolvi na Assembleia Municipal da época.

Realcei na intervenção as graves consequências que esta falha, de ignorar a importância do estacionamento automóvel no centro da cidade, teve na vida e no quotidiano dos vimaranenses, assim como no desenvolvimento de Guimarães, no­meadamente no res­peitante ao seu co­mércio, que se deixou, manifestamente, ultra­passar por Braga.

Agora, vai ser encomendado um estudo para posteriormente ser posto à discussão pública, segundo as palavras do senhor presidente da Câmara.

Porque desde há muito temos estudos de natureza urbanística, económica e até de opinião pública que confirmam a inevitabilidade de estacionamento automóvel no centro da cidade, lamentamos todas estas décadas perdidas que nos poderiam ter permitido minimizar os atrasos que temos em relação aos nossos citados vizinhos.

Assim como lamen­tamos também os rios de dinheiro gasto em arranjos urbanísticos no centro da nossa cidade que agora correm o risco de poderem ser postos em causa quando tivermos finalmente os resultados dos estudos encomendados que hão-de, com certeza, confirmar o centro da cidade, como o centro de gravidade de moradores e do comércio e, portanto, o local apropriado para a sua localização.

É, pois, aquilo que se pode chamar de gestão errática, de gestão tipo navegação à vista, de gestão reactiva e não prospectiva.

2. Foi também notícia há dias, o governo ter disponibilizado uma verba aproximada de 18 milhões de euros para a execução da via de acesso ao Avepark, libertando assim o município da imposição colocada pelos fundos europeus de ser uma via dedicada, isto é, uma via ao serviço exclusivo do Avepark.

Ora, tal boa notícia para os vimaranenses, vem-nos permitir lançar de novo a discussão da possibilidade de aproveitamento desses dinheiros para proceder à requalificação do troço da Estrada Nacional 101, que liga a cidade às vilas de Ponte e das Taipas, as vilas mais populosas do concelho, permitindo assim que parte do seu traçado, transformado numa linda e fluida avenida urbana, seja aproveitado para concretização do referido acesso ao Avepark.

3.E, já que estamos em maré de notícias, veio também ao conhecimento público o processo maquiavélico e sem respeito pelos princípios que devem nortear as relações humanas e de trabalho, movido contra o dr. Rui Barreira com vista a destituí-lo do cargo que exercia de director da Segurança Social de Braga.

Não se trata de alguém que tenha sido nomeado por confiança política, mas sim de especialista, que de entre várias dezenas de candidatos ao lugar, foi considerado pela CRESAP - Comissão de Recrutamento e Seleção para a Administração Pública Portuguesa, presidida pelo insuspeito João Bilhim, entre os três melhores, seja para o distrito de Braga, seja para o distrito do Porto, para onde também concorreu.
A sua acção foi cla­ramente marcada pe­la qualidade e pe­la isenção, sempre sa­bendo salvaguardar os interesses do Estado que representava, obrigando, coisa nunca vista, várias instituições, algumas presididas por amigos seus, como é o meu caso, a repor verbas indevidamente recebidas resultantes de erros involuntários.

Aqui, em Guimarães, sua terra, e nos vários concelhos do distrito a que presidiu, jamais teve algum gesto de favorecimento com as várias instituições relacionadas com a Segurança Social.

O Estado perdeu um grande e digno director. Todos nós ficámos a perder.

Guimarães, 13 de Fevereiro de 2017
António Monteiro de Castro

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